terça-feira, 24 de agosto de 2010

Caio Fernando Abreu

Navegando encontrei a campanha para salvar a casa do escritor Caio Fernando Abreu da especulação imobiliária (aqui). Assinei e convido vocês a também assinar a petição.

Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias. Bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce, que seja doce, que seja doce, e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e lembrar de você. Que sejam doce os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar ao telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. Que seja doce. Que sejamos doce. E seremos, eu sei.

- Caio Fernando Abreu


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Crimonologia Cultural e Rock


Retirado do blog do professor Salo de Carvalho (http://antiblogdecriminologia.blogspot.com/), com os devidos créditos.

Do blog Remix, CLICRBS:

“Eu sou obsceno, mal e poderosamente sujo, sou um homem procurado, inimigo público número um”, cantava o finado Bon Scott. O grande vocalista do AC/DC sabia o quanto era perigoso fazer rock naquelas idos de 1970 _ e não apenas para si mesmo. Fazer rock era viver o rock, o que significava flertar com um estilo de vida potencialmente criminoso e que merecia ser visto como um problema de ordem social e política. Merecia, portanto, um estudo pelo viés da Criminologia.
Criminologia, para você que, como eu, não estudou Direito, é basicamente a ciência que estuda o crime como um fenômeno além do simples ato de infringir a lei. Ela escarafuncha todo tipo de hipóteses para explicar comportamentos criminosos _ o que inclui o rock’n'roll, vejam vocês.
Por isso, a galera do Centro Acadêmico André da Rocha, do curso de Direito da UFRGS, faz hoje e amanhã a segunda edição do seminário Criminologia Cultural e Rock. É uma baita oportunidade para quem quer entender o rock além da pirotecnia histérica que o promove, da música pura e simples e da trindade fechada com drogas e sexo _ mas que não ficarão de fora, claro.
A exemplo da primeira edição, gente gabaritada falará a respeito de movimentos que ajudaram a formatar e popularizar o rock, como a contracultura, a psicodelia e o punk, além das bandas, personagens, histórias e músicas cruciais para o gênero ao longo de meio século. Tudo bem informal, como não manda o figurino da casa.
O minicurso é gratuito e ocorre, nos dois dias, às 19h30min no Pantheon Acadêmico no prédio de Direito da UFRGS (João Pessoa, 80)."