sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Suécia, aí vai ela!

EBW: SELECIONADOS GRADUAÇÃO

Os seguintes alunos de graduação foram selecionados para o Programa Erasmus Mundus EBW: Ana Cláudia Canali, Carolina Nunes dos Santos e Sílvia Carolina Sebben para a LU; Carla Rossi de Vargas, Deise Andréia Enzweiler e Júlia Oliveira Berenstein para a TUD; Felipe Bauer Bronstrup e Thales Speroni Pereira da Cruz para a UD; Gabriela Ballardin Geara para a UGENT; e Gilmar Alves da Silva Júnior e Gustavo Giordani para a TUE.

- e eu vou morrer de saudades..


domingo, 23 de novembro de 2008

Doação de Sangue

Será amanhã, 24 de novembro, das 8h às 21h, a Ação Unificado Sangue Bom. Na sede do Unificado (Avenida Alberto Binns, 467), estará posicionada a unidade móvel do Hemocentro para receber as doações de sangue. É praticamente só chegar. Eis os pré-requisitos básicos:

- ser maior de idade e ter mais de 50kg, ter comido alguma coisa durante o dia, não ter fumado nas 2hs anteriores à doação, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12hs anteriores à doação não ter/ter tido alguma daquelas doenças chatinhas.

- todos os pré-requisitos podem ser encontrados acessando http://www.filantropia.org/sangue.html

Doação de sangue: a primeira coisa que você precisa pra doar é solidariedade.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

2° turno

'Eu tenho a impressão de que quando se há uma eleição em Porto Alegre, não se discute apenas quem vai ser o prefeito. Discute-se uma concepção de país, uma visão de mundo, então não dá pra gente ficar alheio ou neutro quando se fala de Porto Alegre. Eu acho que Maria do Rosário tem compromisso com esta história, tem visão de futuro, tem um trabalho admirável com crianças e adolescentes, crianças de rua. Eu gostaria de estar em Porto Alegre, de ser porto-alegrense essa semana, para poder votar em Maria do Rosário.' Chico Buarque de Holanda (precisa mais do que isso?!)

Ditadores Inversos

Primeiras aparições do grupo de declamadores, coisa boa a sensação de 'poetizar' em público novamente! Alguns colegas absolutamente se revelando, uns morrendo de medo antes das apresentações, uns saindo fascinados; pedindo mais. O pessoal do EJA, parecendo tão cansado e mesmo assim prestando tanta atenção. O risinho depois do final de 'Porquinho-da-Índia', o entendimento ('o meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada'), o alumbramento de alguns. A reação espantada do menininho, o pessoal da robótica nos olhando como se fôssemos completamente loucos. A cabra, sempre tão.. CABRA. A escadaria vazia, a procura por novos públicos, o querer fazer poesia! Que venha muito mais!

domingo, 7 de setembro de 2008

Adaptado


"Não sei lidar com a responsabilidade da felicidade. A felicidade guardada na bolsa ou na vida. Eu lembro daquele conto da Clarice em que a garotinha ruiva guardava os contos para ler depois, porque queria prolongar o mistério da felicidade. Pois eu quero mais é botar fogo em todos os contos de felicidade que a vida escreve pra mim porque, por alguma razão maluca, a felicidade me escraviza, me paralisa, me faz ficar triste. Eu olho para você e tenho tanta, mas tanta alegria em saber que você existe, que sinto ódio. Ódio de eu não mais esperar por você. O sentido da minha vida era encontrar você. O motivo para eu seguir adiante nos corredores escuros e bater em portas obscuras, era a sua busca. Agora que você está sentado numa sala clara e óbvia, não preciso mais me enfiar em buracos. Mas os buracos eram a única trilha que eu conhecia. Você me soltou na atmosfera e eu estou voando. E eu sinto saudades do buraco, da espera, da angústia. Eu sinto falta de olhar triste para o espelho e me sentir metade. Agora que eu tenho você, nem perco mais meu tempo olhando para o espelho, porque só tenho olhos para você. Você me roubou de mim mesma. Você me tirou da minha vida incompleta. E me transformou numa completa idiota. O amor é uma doença. Eu sinto náuseas, febres, dores musculares. Eu acordo assustada no meio da noite. Eu choro à toa. Eu estava do lado da sujeira, eu era a outra, eu estava por dentro do crime. Você me fez sentir num mundo limpo, verdadeiro e eterno. E esse mundo é tão novo pra mim que eu te odeio. Que eu estou pequena nele, e preciso de você o tempo todo para me abraçar e dizer que está tudo bem. E quando você não está por perto, eu caio. Porque não sei nada desse mundo de alegrias e coisas bonitas. Você não me deu saída. Você transformou todas as vozes que me davam escapatórias para outros corredores em sons sem lábia. Minhas saídas perderam as escadas escuras e charmosas, porque você lavou meu chão de imundícies com amaciante Fofo. Se eu tentar fugir, escorrego no perfume da minha nova vida. A nova vida que não sei viver. A nova vida que quero viver ao seu lado. Ao lado do homem que eu odeio porque nunca amei tanto. Ao lado da felicidade que eu odeio porque, se ela acabar, não sei mais se consigo voltar pra casa. E nem se quero. Era eu, entende? Era eu que me atracava com o lado errado da vida para estar sempre certa. Era eu a resposta para todas as perguntas que ninguém tem coragem de perguntar. Sim, o mundo é imperfeito; as pessoas traem, o amor não existe, seu marido me come, seu namorado me come, o mundo quer me comer enquanto você borda seu laço cor-de-rosa. Agora eu estou aqui,com ciúmes do seu silêncio porque ele está com você há mais tempo do que eu e eu tenho medo do quanto ele te consome, com ciúmes do seu sono porque ele te leva do meu foco. Com raiva do tempo que não dura para sempre quando você me olha sabendo das minhas loucuras e ainda assim me amando. Pode parecer maluco, mas todas as minhas súplicas para que você desista de mim são um jeito maluco de pedir que você não desista nunca, pelo amor de Deus."

-Tati Bernardi-

sábado, 9 de agosto de 2008

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Plagiando (II)

Féééérias
e elas começaram bem ^^
estar a 160km/h na auto-estrada ouvindo Led Zeppelin a total potência sonora com apenas campos verdes te cercando e uma estrada v a z i a, eu amo me sentir assim novamente. *-*
em São Gabriel mais uma vez; fronteira, frio, família, laços que eu esquecera que existiam, e que por mais que o tempo passe e o acaso não esqueça de agir, continuam fortes, me lembrando dos tempos em que eu crescia em volta de uma churrasqueira.
no pampa até terça ou quarta, eu acho.
[by Lory]

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Kuss

Visita da Camila essa semana. Meio estranho a Char não estar aqui. Extremamente bom vê-la. Tava morrendo de saudades e nem ao menos sabia. Sorvete no Mercado Público, passeio ao Gasômetro, festinha do Cena de Cinema, lagartear na Redenção. Beber cerveja de um litro no bico, rasgar a meia-calça sem nem dançar, sentar no chão antes da festa começar. Abrir a pista de dança, dançar, dançar, dançar. Dormir. Chimarrão na Redenção, músicas do Castelo Rá-Tim-Bum, uma louca fazendo uma gravação. Apresentar o namorado pra ela (ou ela pro namorado). Deixar ela ir. Esperar ela voltar.

domingo, 6 de julho de 2008

C H A R


'Não acabarão com o amor nem as rugas nem a distância. Está provado, pensado, verificado. Aqui levanto solene minha estrofe de mil dedos e faço juramento: TE AMO firme, fiel e verdadeiramente.' --> Irmã que eu escolhi pra mim ♥

• Quem foi que disse que pra estar junto é preciso estar perto? Te cuida, minha linda, seja feliz porque EU TE AMO.


Amigo estou aqui / Amigo estou aqui / Os seus problemas são meus também / E isso eu faço por você e mais ninguém / O que eu quero é ver o seu bem / Amigo estou aqui / Amigo estou aqui / O tempo vai passar / Os anos vão confirmar / As três palavras que eu proferi / Amigo estou aqui / Amigo estou aqui / Amigo estou aqui


Obrigada por E X I S T I R !

21.06


Dia mais que perfeito com as amigas mais que perfeitas. AMO.

domingo, 8 de junho de 2008

09.06


Sem maiores comentários. Feliz aniversário, Luca. TE AMO.

Coisinhas.

Semana dos infortúnios: acordei uma hora mais cedo do que deveria na terça-feira, por total descuido e desatenção da minha parte (sim, eu coloquei o relógio pra despertar muito antes do que devia ¬¬); faltou luz no meio do meu banho de quarta-feira e eu tive que ir chamar o zelador de toalha na cabeça e pantufas; fui fazer nescau/chocolate quente e a tampa do liquidificador se desprendeu, sujando toda a cozinha e queimando horrivelmente a minha pobre mãozinha direita. Bem que o pai me preveniu que essa pequenas desgraças nunca vêm sozinhas.

Por outro lado, semana total boa: estudei com o Gabriel terça-feira (apesar de não ter rendido muito, temos que melhorar isso) e encontrei o André três vezes na semana; estamos entrando numa sintonia bastante boa. Cinema do Nilo quarta-feira, com direito a Drica dormindo lá em casa, a um bom tempo não tínhamos a oportunidade de conversar adequadamente. O namorado dela é bem querido, até nos acompanhou até em casa, e isso é muito fofo. Show do Tenente Cascavel quinta-feira, umas das coisas mais legais que já aconteceram no planeta! Não parei de cantar quase nenhum segundo, e quando o Duda subiu ao palco, meu 'deus', todo mundo ouvia os meu gritos. Mas não, dessa vez eu não pedi pra ele casar comigo. Ele nunca aceita, mesmo. Festa na N.E.O. sexta-feira, com direito às cantadas mais panacas já conhecidas. Muuuito legal a festa, tocou horrores de Michael Jackson. Simulão sábado, eu chegando esbaforida nos últimos segundos e encontrando a prima por acaso no meio daquelas quinze mil pessoas. Escore na prova não tão bom assim, veredito: preciso estudar (mais).

domingo, 1 de junho de 2008

31.05.2008

Festa de aniversário da Vanessa, no Santa Mônica, ontem à noite. Presentes as figurinhas carimbadas de sempre: Flor, Pri e Char, somadas às novas figuras: Mayara, Charlys e (se não me engano) Vinícius. Sem contar a aniversariante, é claro. Um frio de rachar do lado de fora, muito calor humano a partir da porta de entrada. Fila da chapelaria, uma rápida passadinha no banheiro para conferir o cabelo e - tcharam! - festa festa festa! Eu me superando no quesito 'dançar música eletrônica', a carinha de entediada da Char na hora de me acompanhar à pista de baixo. Afinal, trato é trato, não é mesmo? Eu dancei bastaaante algo que eu nem gosto e nem sei como dançar, e nem senti tanta vergonha assim. Duas doses de absinto depois, muitas risadas, depois de ter dançado com boa parte da população masculinha da pista que realmente me interessava, eu ainda estava procurando a festa perfeita. O que estava faltando? Comemoração do aniversário de uma das minhas melhores amigas, ela radiante de felicidade (pelo menos me pareceu; não sei se exatamente por causa da nossa presença, mas espero que sim). Eu muito bonita, a música ótima, pessoas interessantes ao redor. Foi aí que eu percebi. Talvez alguém tenha me dito isso alguma vez e tenha ficado no meu subconsciente, ou eu pensei sozinha, não sei. Quando a gente vai a algum lugar público; uma festa, um restaurante, um evento qualquer, e é MUITO bom, nós não devemos tentar repeti-lo. Não tão cedo, principalmente. Porque sempre ficará a expectativa de superar a outra vez, ou pelo menos igualá-la. E isso nem sempre será possível. Eu dancei como louca ontem, arrisco-me a dizer que fui a única que não sentou nenhuma vez. Abracei a minha amiga e lhe desejei feliz aniversário, fiz uma promessa pra Char e cumpri, ri muito com a Pri e a Mayara. Mas eu não consegui. A festa estava ótima, não há dúvidas. Mas eu não.

sábado, 31 de maio de 2008

Quinzenal.

Volta às aulas, volta à rotina, volta aos livros. Já bem adaptada ao meu novo hábitat, não me senti assim tão bem na nova sede e pedi pra retornar à Alberto Binns. Quero dizer, como assim não tenho aula com o Moreno?! Sala 9 mais superlotada do que nunca, muitos rostos conhecidos. Me recuso totalmente a assistir às aulas da Cláudia, olha o respeito né. O abraço do Ferrari é até bem agradável, e o Saul e o Zanella já me emprestaram casaco, completamente indispensável naquele ar condicionado mode on não sei por que raios. Horário montado pelo Lucius, por enquanto estou conseguindo segui-lo à risca, mas não sei. Acho que ele é meio pequeno/curto, vou ter que incrementar. Eu não sei quem foi que disse que morar sozinho é divertido, pois não é, não. A casa fica num silêncio abismal, sinto falta do barulho que as minhas pestes fazem. Tudo fica frio e, se eu estendo as toalhas à noite, saio pela manhã e, na volta, está chovendo, elas continuam na chuva, porque não tem ninguém pra tirá-las de lá. É bem útil ter a casa vazia, pro quesito 'estudar'. Mas é só isso. Legal não é.

domingo, 25 de maio de 2008

Falta..

.. inspiração pra escrever.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mudança(s)

De volta aos estudos amanhã, semi-extensivo no Unificado. Reunião dos declamadores hoje à tarde, aula do Voltaire à noite, mudança para nova residência também à noite. Um certo medo de morar só, de ficar incomunicável. Tomara que não.

Não sei.

Último final de semana de 'férias' beeem interessante. Reunião do Clube da Luluzinha na casa da Va sexta-feira, com direito a filme, negrinho, pizza, colchões no chão, a presença inesperada mas muito bem-vinda da Franciane (nossa maluquinha da Medicina). Conversa boa, filme nem tão bom assim. Risadas, um copo quebrado, a Priscila indo embora antes da hora. Eu e a Fran implicando uma com a outra - como sempre - ela se atirando em cima de mim e me sufocando. A Char dormindo de roupa e tudo, e acordando todas nós ao deixar o seu despertador tocar mais vezes do que o necessário. Encontro com o meu filhote sábado, no Cantegril, junto com a Char. Ele mais fofo do que nunca, com aquele abraço de urso que lhe é tão característico. Eu com o coração apertado. Muitas risadas, lembranças do tempo de colégio, saudades. A Ju é simplesmente TÃO querida. Eles fazem um casal muito fofo. O bolo que eles fizeram, a carona até a parada. Fotos, num dia em que ninguém estava fotogênico. Um sentimento dúbio, de 'eu odeio despedida' e também de 'volte logo'. Concurso público no domingo de manhã, a sensação de que eu fui razoavelmente bem.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mais do que..

.. uma simples segunda-feira. Primeira 'reunião' dos Declamadores/2008. Poucas pessoas. Muitas idéias, entusiasmo, algumas risadas. Eu me sentindo muito velha junto aos atuais alunos do meu antigo colégio. A sensação de que faremos alguma coisa boa, de verdade. A Rita gritando com as crianças, e ainda tendo a cara-de-pau de perguntar por que as pessoas/alunos têm medo dela. O Campus do Valle, a tanto tempo não visitado. A Carol, sempre atrasada e maluca. Conversas entrecortadas e maravilhosas. Notícias boas e ruins. A Joyce aparecendo do nada, e dizendo que pode ficar. Conversas, conversas, conversas. Nem tantas risadas como de costume, o sentimento de sempre. A Mila bebendo ceva em uma ruela semi-deserta, e depois me abordando com um 'vc por aqui!', tão típico dela. A aula da noite, tão merecidamente aguardada. A apresentação, pelo professor Sergius Gonzaga, tão hilariamente se auto-denegrindo e, ao mesmo tempo, sendo a única pessoa capaz de usar o verbo 'haver' ao contar uma piada. O professor Voltaire, velhinho velhinho velhinho, que nem o vô, com seus copos de água sobre a mesa, seus acessos de tosse, seus 'pois não', sua didática mais que fenomenal. Se todas as segundas-feiras forem como essa, esse ano não vai ser assim tão ruim.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Precisa-se











De bretes. Vagas abertas. Tratar aqui.


[ Eu e Minha Ex - Júpiter Maçã ]

Eu e minha ex, no botequim falando sobre nossas vidas
As novas amizades, relações, experiências, sacações
Foi quando eu descobri, me incomodava a intimidade da ex
As novas idéias, discos, filmes diferentes de quando eu opinava
Eu e minha ex queremos amizade, mas acho que eu não superei
Talvez ainda goste dela?!

Eu e minha ex na tempestade, sob o mesmo guarda-chuva
Pelas alamedas de porto alegre, do mercadão até bom fim
Eu e minha ex queremos amizade, mas acho que eu não superei
Talvez ainda goste dela?!


Eu e minha ex, talvez um dia sejamos um só outra vez...
Em outro planeta, dimensão, circunstância, situação.
Eu e minha ex queremos amizade, mas acho que eu não superei
Talvez ainda goste dela?!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Vivendo e aprendendo..

Que não é necessário beber para que uma festa fique boa, e que beber demais pode estragar uma que ainda tinha muito pra render. Que, afinal, todas as mães do mundo tinham razão ao dizer que não devemos beber nada que estranhos nos ofereçam. Que um desconhecido pode vir e se oferecer pra ajudar, quando parece que vc está na última. Que, quando vc está rindo encostado à parede, pode passar um amigo e dizer: 'vc parece ser muito legal', e isso pode lhe alegrar. Que, às vezes, pode haver uma completa inversão de papéis e - vejam só - a sua irmã mais nova pode se ver obrigada a lhe carregar por aí, e lhe comprar água e posteriormente um xis, e pode se sair muito bem na tarefa. Que vomitar pode lhe fazer sentir muito melhor. Que 'sabe-se lá onde vc vai parar quando faz festa na lima e silva', como ficou muito bem comprovado pela Char. Que, às vezes, só às vezes, e pode parecer completamente velhice dizer isso, mas a sua cama é o lugar em que vc mais quer estar. E, por último e talvez principalmente, que certas cabras nunca mudam.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ney Matogrosso

Orgasmos internos múltiplos e intensos assistindo ao show Inclassificáveis. M A R A V I L H O S O como sempre, sempre Ney Matogrosso. A cada troca de vestuário, de aparatos e parafernália de palco, a cada refrão cantado ou a cada semblante risonho de quem é pego fazendo alguma arte deflagrado. A voz mais bonita do nosso Brasil (que Cauby Peixoto, o quê?!), o sessentão mais gato que já existiu. Da próxima vez eu vou. Prometo. Pra gritar: 'casa comigo, Ney'. Quem sabe?

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Órfãos do Holocausto


Espetáculo baseado na obra de Bertolt Brecht, a partir de cenas escritas pelo autor acerca do Terceiro Reich alemão.
"Cabe sem dúvida afirmar que, através de toda a história das artes cênicas no Ocidente, nunca a aliança entre as criações práticas e as preocupações teóricas tenha se dado de modo tão completo e tão íntimo quanto na obra de Brecht."

TEMPORADA: Sábados e domingos de abril, às 20h15min., no Neelic da Usina (Sala 504 da Usina do Gasômetro). INGRESSOS À VENDA UNICAMENTE NO LOCAL: R$ 10,00 (50% desconto para estudantes, artistas, idosos e professores).

Indico totalmeeente ;*

sábado, 19 de abril de 2008

Máxima

Sempre soube que havia lobos que se escondiam sob a pele de cordeiros.
Só não sabia que havia alguns que se disfarçavam sob a pele de ursinhos.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Especial Chico Buarque *-*


Mais um especial Chico Buarque, com a banda Roda Viva, na Cidade Baixa. Dessa vez uma companhia diferente. Mais uma vez espetacular. Sambei a noite toda; dancei, pulei, cantei, quase perdi a voz. Encontrei a Fê e a Karol (que estão se tornando presença constante nas minhas saidinhas), consegui fazer a Char se enturmar, tirei alguns meninos pra dançar. Ri da estranheza de uns quanto à música, da cara da Karol quando tomou vodka achando que era água, do menino que pisou mais de sete vezes no meu pé. Sentei com a Char para beber uma cerveja e, muito antes que acabasse a garrafa ou mesmo o copo, pulei do sofá para correr pra perto do palco e cantar pertinho e junto 'João e Maria'. Me diverti, ouvi algumas músicas que ainda não conhecia, breteei horrores, perdi as esperanças no brete, conheci um Ramiro e, no final da noite, eu estava com aquele que eu queria estar. A melhor trilha sonora, com certeza.

'Eu não sei bem com certeza porque foi que um belo dia
Quem brincava de princesa acostumou na fantasia'


segunda-feira, 14 de abril de 2008

Parabéns, Char



Não importa, se ela faz aniversário antes de mim e sempre fica mais velha primeiro (hunf). O que realmente importa é tudo que ela representa pra mim, tudo o que passamos e ainda passaremos juntas, mas pricipalmente o quanto eu a amo. Já são mais de doze anos desde que ela entrou na minha vida; meu relacionamento mais duradouro certooo, e que dure mais - deixa ver - a vida TODA. Desentendimentos, rolos?! Óbvio que eles existiram e ainda podem vir a existir, se não, não seria um relacionamento real. Mas tudo que falaram, falam ou falarão de nós, é intriga da oposição.

Quero dizer que eu te desejo toda a felicidade do mundo todo; muita saúde, paz, amor, dinheiro no bolso, pessoas que tu ama ao teu lado, amizades, festas, tardes, enfim, tudo tudo tudo de bom pra ti, tu merece! Eu te amo muito, e tu te tornou MUITO importante pra mim.

sábado, 12 de abril de 2008

Feliz aniversário, Rainha das Mangas.

Na noite em que o Lory nasceu, eu ganhei uma mamadeira. Eu estava em casa com o papai, meio que total super estressadinha com aquela história de ficar observando o pai montar o berço e tals, e também me sentindo master órfã pela mamãe não estar em casa. Sei lá, é mais ou menos disso que eu me lembro. Curiosamente, eu não me recordo de quando ela chegou ou dos dias que se seguiram (tá, talvez não tão curiosamente assim,eu tinha só três anos). E agora eu tô aqui, querendo desejar feliz aniversário pra ela, torcendo pra que os meus presentes tenham agradado e que ela não seja surpreendida pela chuva enquanto perambula pela cidade com seus amigos, e meio que não tenho o que dizer pois, no dia em que ela comemora o seu nascimento, é também o dia em que faz (no caso de hoje, bem entendido) dezesseis anos do dia em que eu ganhei o meu melhor presente *-*

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Ney Matogrosso - Inclassificáveis


Que preto, que branco, que índio o quê?
Que branco, que índio, que preto o quê?
Que índio, que preto, que branco o quê?
Que preto branco índio o quê?
Branco índio preto o quê?
Índio preto branco o quê?

Aqui somos mestiços mulatos
Cafuzos pardos mamelucis sararás
Crilouros guaranisseis e judárabes

Orientupis orientupis
Ameriquítalos luso nipo caboclos
Orientupis orientupis
Iberibárbaros indo ciganagôs

Somos o que somos
Inclassificáveis

Não tem um, tem dois
Não tem dois, tem três
Não tem lei, tem leis
Não tem vez, tem vezes
Não tem Deus, tem Deuses
Não há sol a sós

Aqui somos mestiços mulatos
Cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
Americarataís yorubárbaros

Somos o que somos
Inclassificáveis

Que preto, que branco, que índio o quê?
Que branco, que índio, que preto o quê?
Que índio, que preto, que branco o quê?
Não tem um, tem dois
Não tem dois, tem três
Não tem lei, tem leis
Não tem vez, tem vezes
Não tem deus, tem deuses
Não tem cor, tem cores
Não há sol a sós

Egipciganos tupinamboclos
Yorubárbaros carataís
Caribocarijós orientapuias
Mamemulatos tropicaburés
Chibarrosados mesticigenados
Oxigenados debaixo do sol

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Segunda Maluca - Júpiter Maçã




Opinião, 22h30min (obviamente na segunda-feira, dã), e as catgêmeas dando uma olhada ao redor pra ver se era seguro/aconselhável entrar. A primeira com uma Skol, a segunda (bicha) com uma keep cooler de morango e uma identidade falsa na mão, elas vão em frente. E descobrem, pasmas, duas coisas: primeiro, que não é necessário apresentar identidade na entrada [e todo aquele trabalho por nada uhr] e, segundo, que haviam se arrumado demais para a ocasião e eram realmente as mais gatas do local *-*

Show master blaster legal, valeu até a dor nas costas, um cara cair em cima de mim e eu ter que chutá-lo posteriormente, a roda punk invadindo meu espaço e eu me conscientizando que preciso fazer um tratamento para controle da raiva (Jack Nicholson, por favor! e dois copos!).


♪ E o nome de-e-e-la: Miss Lexotan 6mg

Sábado, 05 de abril

Esse sábado foi bem interessante, como há muito um não era. Levando em conta a carona, a conversa com a Grazi, os milhares de ônibus que eu tive que pegar, o reencontro com uma família que eu não via há tempos, o abraço na aniversariante, as quatro bolas que eu 'encaçapei' na sinuca, o Colégio de Aplicação em peso invadindo o aniversário da Di, a indecisão sobre 'pra onde nós vamos!?', ver a Carol (*-*), dançar com toda a população masculina do Mr. Dan e ainda conhecer um menino bem querido e ursinho, acho que dá pra dizer que realmente valeu a pena ter saído de casa.

Cheers!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Plagiando

'E elas moravam numa casinha , numa serra de flores e pedras,habitavam a casa do pai, trilhas de amor por toda serra.' by Tia Ivanise

terça-feira, 1 de abril de 2008

Carteira Nacional de Habilitação

Ontem foi minha prova prática de direção e, para alegria de todos e - talvez - surpresa geral da nação, deu tudo certo e em breve recebo minha carteira de motorista e passo a passear de carro por aí, fazendo parte daquele seleto grupo dos que passam na avaliação prática pela primeira vez, do qual já faz parte meu pai. Foi superdivertido, apesar das minhas mãos estarem tremendo um pouco e eu mesma estar tremendo nas bases. O examinador até que era bem queridinho, apesar de ter um nome super estranho. Sorte que não foi aquela mulher com cara de 'do mal' que me examinou, senão já eras.

.o/ quando a carteira chegar, posto-a aqui também.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Trechos.

"(Come chocolates, pequena; Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)"

Álvaro de Campos, 'Tabacaria' (excerto)

" (...) mudanças que demonstram que assim como há sins que não são sins mas nãos, há também nãos que nãos são não mas sins, de modo que tudo, não e sim, é, na verdade, talvez ou depende."

trecho de 'Xadrez, Truco e Outras Guerras', de José Roberto Torero


domingo, 23 de março de 2008


O Outono é a estação do ano que sucede o Verão e antecede o Inverno. É caracterizado por queda na temperatura , (excepto nas regiões próximas ao equador) e pelo amarelar das folhas das árvores que indica a passagem de estações.

O Outono do hemisfério norte é chamado de "Outono boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "Outono austral". O "Outono boreal" tem início, no hemisfério norte, em 23 de setembro e termina em 21 de dezembro. O "Outono austral" tem início, no hemisfério sul, em 20 de março e termina em 20 de junho.


.. e GRAÇAS A DEUS o nosso outono chegou \o/


sábado, 15 de março de 2008

Laços


É incrível como alguns laços parecem nunca se romper. Há pessoas que, não importa quanto tempo passe ou quantas coisas aconteçam, quando vc as reencontra, é como se nunca houvesse havido distância. É incrível como a gente cresce, e algumas pessoas permanecem especiais, crescem conosco; acompanham-nos. É incrível como, apesar de ser impossível, eu me lembro meio que exatamente de quando eu tinha apenas um ano de idade e puxava os cabelos de um menino gordinho que, não havia como eu saber na época, era o meu primo. Meu primo Tiago, precisamente dez anos mais velho do que eu; aquele que implicava com a Laura por causa de árvores de sagu e que, quando eu perguntei o porquê de eles estarem em Viamão tão inesperadamente, me disse que era pra comprar queijo!! Aquele que se mudou pra Londres, que visitou Paris, assistiu a shows fantásticos e escolheu a mais bonita das polonesas pra ser sua namorada. Que faz a tia Ivanise chorar sempre que embarca num avião no Aeroporto Salgado Filho, mas que prometeu voltar pra casa. Espero que volte mesmo. E ai dele que não traga a Renata junto! Porque, mesmo pra essa srta. coração de pedra aqui; doeu deixá-lo, mais uma vez, partir. TE AMO, PRIMO!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Mulher depois que ama

Uma coisa especial ocorre com a mulher depois que ama. Reparem, estou dizendo, depois que ama. Não estou me referindo a ela enquanto está no ato do amor.

Disto se pode falar também, e a literatura a partir do romantismo e depois o cinema, modernamente, já tentaram de várias formas simular na relação amorosa como a mulher suspira, se contorce, desliza as mãos e entreabre a boca do corpo e da alma.

Mas, quando digo "depois que ama", refiro-me ao estado de graça que a envolve após o gozo ou gozos e que perdura horas e horas e às vezes dias. Fica macia que nem gata aos pés do dono. Mais que gata, uma pantera doce e íntima. Sua alma fica lisinha, sem qualquer ruga.

A vida não transcorre mais a contrapelo. Desliza. Ela tem vontade de conversar com as flores, com os pássaros, com o vento. Sobretudo, descobre outro ritmo em sua carne. É tempo do adágio, de calma e fruição.

Neste período, aliás, o tempo pára. Em estado de graça ela se desinteressa do calendário. O cotidiano já não a oprime. As tarefas da casa, pesadas em outras ocasiões, tornam-se leves, os
compromissos mais enjoados podem ser acertados, as tragédias dos jornais já não lhe dizem tanto respeito. O trabalho do escritório torna-se leve, pode ser feito quase cantando.

Algumas desenvolvem uma súbita necessidade de tecer, outras de aninhar. Querem bordar, costurar, arrumar coisas na casa, entram em clima de nidificação. É a hora de uma ociosidade amorosa. Outras querem presentear o amado e o mundo com pratos sutilíssimos e saborosos. O fato é que a mulher nessa atmosfera sai do trivial, se angeliza e glorificada, pervaga pela casa.

O homem, animal desatento, às vezes não se dá conta. Em geral, nunca se dá conta. Ou dá-se conta nos primeiros minutos após o ato de amor, e depois se deixa levar pela trivialidade, deixando-a solitária em sua felicidade clandestina.

Na verdade, ela sobrepaira ao tempo, está adejando em torno do amado, que deveria suspender tudo para sentir desenhar-se em torno de si esse balé de ternura. Deveria o homem avisar ao escritório: hoje não posso ir, estou assistindo à reverberação do amor naquela que amo. E como isto se assemelha à floração rara de certas plantas, os amados deveriam interromper tudo: seus
negócios e almoços e ficarem ali, prostrados, diante da que celebra nela o que ele ajudou a deslanchar.

Já vi algumas mulheres assim. Era capaz de pressentir a 115 m que elas estavam levitando de tanto amor que seus amados nelas desataram. Há uma coisa grave na mulher que foi ao clímax de si mesma. Que não esteja distraído o parceiro ou parceira. Ela tem mesmo um perfume diverso das demais. É um cio diferente. É quando a mulher descerra em si o que tem de visceralmente fêmea, tranqüila que, mais que possuída, possui algo que atingiu raramente.

As outras mulheres percebem isto e a invejam. Os machos farejam e se perturbam. É como se estivessem num patamar seguro a se contemplar. É quase parecido a quando a mulher vive a maternidade. Mas aqui é ainda diferente, porque na maternidade existe algo concreto se movimentando dentro dela. Contudo, nessa atmosfera que se segue a uma epifânica sessão de amor, é diverso, porque ela está acariciando uma imponderável felicidade.

Estou falando de uma coisa que os homens não experimentam assim. O gozo masculino é mais pontual e parece se exaurir pouco depois do próprio ato. Só os escolhidos, os de alma feminina, vez por outra, o sentem prolongar-se dentro de si. Mas em geral, é diferente. Terminado o ato, uns até rolam para o lado e dormem como se tivessem tirado um fardo do ombro, outros acendem o cigarro, vestem suas ansiedades e voltam ao trabalho.

É constatável, no entanto, que o homem apaixonado também transmite força, alegria, energia. Ele oscila entre Alexandre o Grande e o artista que chegou ao sucesso.! Também brilha. Mas é diferente. E não é disto que estou falando, senão do gozo feminino que não se esgota no gozo e se derrama em gestos e atenções por horas e dias a fio.

Freud andou várias vezes errando sobre as mulheres e, por exemplo, colocou equivocadamente aquela questão de que a mulher teria inveja do homem por ser este um animal fálico, etc.

Convenhamos: inveja têm (e deveriam ter) os homens quando prestam atenção no fenômeno que ocorre com as mulheres, que ao serem amadas atingem o luminoso êxtase de si mesmas, como se tivessem rompido uma escala de medição trivial para lá da barreira dos gemidos e amorosos alaridos. É isso: quando a mulher foi amada e bem amada, ela ingressa nessa atmosfera
sagrada, cuja descrição se aproxima daquilo que as santas estáticas descreveram. Uma aura de mistérios as envolve.

E isso, por não ser muito trivial, por não ser nada profano, talvez se assemelhe aos mistérios gozosos de que muitos místicos falaram.


(Affonso Romano de Sant'Anna)